... escrevi um SMS à noiva do próximo casamento a que vou, onde expliquei a poluição sonora matinal habitual em Timor-Leste:
- Ao meu lado ressona-se;
- Duas casas acima da nossa - onde mora um dos nossos security - há música aos altos berros;
- Na casa dos vizinhos as crianças descobriram o prazer de tocar flauta sem saber de facto tocá-la;
- Na casa atrás da nossa ouve-se música do início dos anos 80 aos altos berros...
É claro que às 8 da manhã, quando saí de casa já desperta e sem oportunidade de dormir mais um bocadinho - quase que não havia barulho...
Curiosamente, nem às 7 nem às 8 havia barulho de animais...
28 outubro 2008
23 outubro 2008
Para o P e a R



Mahna mahna
(ba dee bedebe)
mahna mahna
(ba debe dee)
mahna mahna
(ba dee bedebe badebe badebe dee dee de-de de-de-de)
(repeats)
mah mama na mahna mah namwomp mwomp
ma mo mo mana mo
mahna mahna
(ba dee bedebe)
mahna mahna
(ba debe dee)
Mahna Mahna!
(ba dee bedebe bedebe badebe debe de-de de-de-de)
(long pause)
...mahna mahna?
22 agosto 2008
Antes de ir de férias...
É preciso pôr o trabalho em dia, resolver as questões do dia-à-dia e é preciso preparar a ausência...
No meu caso, ir para fora 4.5 semaninhas, significa transferir papelada da minha secretária, para a do meu fantástico assistente. Significa também um sem fim de emails ao meu chefe com coisas para ele rever, comentar e para eu retrabalhar antes de enviar ao destinatário final.
No fim, tem significado que nos últimos dias tenho ficado sozinha no compound até às tantas a riscar coisas da minha lista de coisas para fazer, a ter de arranjar tempo para finalmente lidar com um conjunto de questões e documentos para os quais não tem havido oportunidade nem paciência.
Hoje volto a fazer noitada.
Amanhã não venho trabalhar.
No Domingo entro no avião rumo a Bali.
Na segunda-feira de manhã vou tomar pequeno almoco ao Ku De Ta.
Acima de tudo, o que interessa, é que só no dia 25 ou 26 de Setembro é que volto...
Ao som da Radar (maravilhosa internet que me fazes chegar a Radar a Dili, a qualquer hora do dia ou noite... ou madrugada!) comeco-me a ambientar... e hoje a mentalizar-me...! Já faltam poucos dias para aterrar em Lisboa e poder disfrutar das pessoas, dos lugares, da comida, das bebidas, do ar, do mar, das coisas todas que andam por lá e que por cá não estão.
Até já! :)
No meu caso, ir para fora 4.5 semaninhas, significa transferir papelada da minha secretária, para a do meu fantástico assistente. Significa também um sem fim de emails ao meu chefe com coisas para ele rever, comentar e para eu retrabalhar antes de enviar ao destinatário final.
No fim, tem significado que nos últimos dias tenho ficado sozinha no compound até às tantas a riscar coisas da minha lista de coisas para fazer, a ter de arranjar tempo para finalmente lidar com um conjunto de questões e documentos para os quais não tem havido oportunidade nem paciência.
Hoje volto a fazer noitada.
Amanhã não venho trabalhar.
No Domingo entro no avião rumo a Bali.
Na segunda-feira de manhã vou tomar pequeno almoco ao Ku De Ta.
Acima de tudo, o que interessa, é que só no dia 25 ou 26 de Setembro é que volto...
Ao som da Radar (maravilhosa internet que me fazes chegar a Radar a Dili, a qualquer hora do dia ou noite... ou madrugada!) comeco-me a ambientar... e hoje a mentalizar-me...! Já faltam poucos dias para aterrar em Lisboa e poder disfrutar das pessoas, dos lugares, da comida, das bebidas, do ar, do mar, das coisas todas que andam por lá e que por cá não estão.
Até já! :)
17 agosto 2008
Still alive!!!
Ontem o Entresonhos ameaçou passar-me para o RIP dele... O Mmux também fez um comment quase com despedidas funerárias...
É verdade que tenho estado ausente deste mundo da blogosfera, ainda por cima depois de ter prometido que fazia um post com fotos... desculpem... mil perdões...
Estarei na nossa santa terrinha em Setembro, alguém alinha nuns concertos, sessões de cinema, teatro, exposições e outras tais actividades? Ah e umas noitadas no Bairro?
Ficam aqui umas imagens do Laos (serão substituídas por umas versões de melhor qualidade em breve) para tentar compensar...
Princesa, estou livre do RIP...?



É verdade que tenho estado ausente deste mundo da blogosfera, ainda por cima depois de ter prometido que fazia um post com fotos... desculpem... mil perdões...
Estarei na nossa santa terrinha em Setembro, alguém alinha nuns concertos, sessões de cinema, teatro, exposições e outras tais actividades? Ah e umas noitadas no Bairro?
Ficam aqui umas imagens do Laos (serão substituídas por umas versões de melhor qualidade em breve) para tentar compensar...
Princesa, estou livre do RIP...?



04 abril 2008
Férias... finalmente
Neste preciso momento apetece-me berrar bem alto: VOU DE FÉRIAS! SIM! FINALMENTE! 3 SEMANAS SEM VER MAILS DE TRABALHO SEM ME PREOCUPAR COM PAPELADAS E AFINS. Está tudo organizado. O M. e eu temos os bilhetes para sair de cá e em Bali recebemos os outros. Os hóteis estão marcados. Em Banguecoque e em Vientiane até nos vão buscar ao aeroporto. Em Vientiane, finalmente rever a Y. e o C. que já lá estão há quase 2 anos. Um bom descanso a ver coisas novas, algumas diferentes outras já sei que serão parecidas ao ambiente de TL.
Estou ainda rodeada de papeis, ficheiros abertos que têm ainda de ser recheados com palavras ordenadas de forma a que o conteúdo tenha sentido e que enfim, seja um documento que outros possam ler e para o qual possam contribuir nas próximas 3 semanas... sim 3... é que o M. e eu vamos férias!!! buauahahahahahhaha!!!
E pronto, com esta vou-me. Até daqui a umas semanas. Depois envio notícias e fotos.
Divirtam-se!
Estou ainda rodeada de papeis, ficheiros abertos que têm ainda de ser recheados com palavras ordenadas de forma a que o conteúdo tenha sentido e que enfim, seja um documento que outros possam ler e para o qual possam contribuir nas próximas 3 semanas... sim 3... é que o M. e eu vamos férias!!! buauahahahahahhaha!!!
E pronto, com esta vou-me. Até daqui a umas semanas. Depois envio notícias e fotos.
Divirtam-se!
12 fevereiro 2008
Díli
Ontem, por volta das 2000, depois de ter sito decretado Estado de Sítio pelo Primeiro-Ministro, deixei de ouvir sequer os animais que habitualmente povoam as ruas do meu bairro.
Durante a noite não houve incidentes registados.
Hoje fiz a viagem de casa para o trabalho a pé, alguns quiosques e algumas oficinas fechadas às 0800, menos pessoas na rua, mas as que estavam na rua faziam vida normal, fui cumprimentada sempre com os habituais "bondia mana!" dos dias que venho a pé.
Tudo está calmo e tranquilo na cidade. Mantemo-nos em alerta, mas está tudo calmo.
Durante a noite não houve incidentes registados.
Hoje fiz a viagem de casa para o trabalho a pé, alguns quiosques e algumas oficinas fechadas às 0800, menos pessoas na rua, mas as que estavam na rua faziam vida normal, fui cumprimentada sempre com os habituais "bondia mana!" dos dias que venho a pé.
Tudo está calmo e tranquilo na cidade. Mantemo-nos em alerta, mas está tudo calmo.
08 fevereiro 2008
Por cá traduz-se assim:
De Inglês para Português:
- Saneamento básico é sanidade.
- Os pobres são rurais.
- O termo entranhar pode ser utilizado quando se quer dizer que um princípio tem de ser integrado em todas as actividades desenvolvidas.
- Comissão Nacional de Luta contra a Sida, é a Comissão Nacional da Ajuda (ajuda=aid).
- Auto-emprego afinal é auto-senhorio.
- O lixo é alienado.
- Saneamento básico é sanidade.
- Os pobres são rurais.
- O termo entranhar pode ser utilizado quando se quer dizer que um princípio tem de ser integrado em todas as actividades desenvolvidas.
- Comissão Nacional de Luta contra a Sida, é a Comissão Nacional da Ajuda (ajuda=aid).
- Auto-emprego afinal é auto-senhorio.
- O lixo é alienado.
06 fevereiro 2008
Trabalho = Reuniões
Todos os dias a S. mete-se comigo e pergunta:
S. - Olha, hoje tens quantas reuniões?
Lá lhe respondo o número de reuniões marcadas. Se forem menos de 3, diz-me:
S. - Sóóó? Isso hoje não está nada produtivo!
Se forem mais de 3:
S. - Ena, isso hoje é que vai ser trabalhar!!!
Será que é bom sinal quando a produtividade começa a ser medida pela quantidade de reuniões que uma pessoa tem por dia?
S. - Olha, hoje tens quantas reuniões?
Lá lhe respondo o número de reuniões marcadas. Se forem menos de 3, diz-me:
S. - Sóóó? Isso hoje não está nada produtivo!
Se forem mais de 3:
S. - Ena, isso hoje é que vai ser trabalhar!!!
Será que é bom sinal quando a produtividade começa a ser medida pela quantidade de reuniões que uma pessoa tem por dia?
05 fevereiro 2008
Luxo em Timor-Leste
Queriam que a vossa padaria vos levasse pãozinho ainda quentinho a casa todas as manhãs não queriam? Ah pois é, aqui em Díli, isso é possível e hoje, pela primeira vez, recebi o meu! E foi tão bom comecar o dia com este miminho!!!
31 janeiro 2008
Gender balance
Hoje houve uma reunião importante para o sector do Ambiente em Timor-Leste. Os homens eram 26, as mulheres 3. É este o gender balance no ambiente timorense.
30 janeiro 2008
Divulgar a língua de Camões
Hoje, aqui neste cantinho do mundo onde trabalho, houve aulas de Português.
Depois de alguns meses por cá, muitas eram as pessoas que me perguntavam se conhecia alguém que desse aulas de Português ou se sabia onde havia aulas organizadas. Alertei a nossa responsável pela Formacão, e através de pessoas conhecidas, depois de registar um número elevado de pessoas (que depois de registadas, com grande entusiasmo me perguntavam todos os dias quando iam comecar as aulas), conseguimos finalmente pôr esta ideia em andamento.
São muitos os que estão interessados em aprender a língua de Camões e muitos os timorenses que querem agarrar esta oportunidade para aprender esta língua que é oficial, mas que tão poucos falam.
Tive uma sensacão de enorme felicidade ao ver os meus amigos e colegas timorenses verdadeiramente interessados e empenhados (pelo menos por agora) em aprender a nossa língua. Foi também divertido ver o meu chefe e colegas de países anglofonos, a sairem da primeira aula a dizer: O meu nome é..... / Chamo-me..... Enrolando a língua e fazendo caretas para tentar ter a pronúncia correcta.
Até mereceu o primeiro post de 2008 e o primeiro em quase dois meses!
Depois de alguns meses por cá, muitas eram as pessoas que me perguntavam se conhecia alguém que desse aulas de Português ou se sabia onde havia aulas organizadas. Alertei a nossa responsável pela Formacão, e através de pessoas conhecidas, depois de registar um número elevado de pessoas (que depois de registadas, com grande entusiasmo me perguntavam todos os dias quando iam comecar as aulas), conseguimos finalmente pôr esta ideia em andamento.
São muitos os que estão interessados em aprender a língua de Camões e muitos os timorenses que querem agarrar esta oportunidade para aprender esta língua que é oficial, mas que tão poucos falam.
Tive uma sensacão de enorme felicidade ao ver os meus amigos e colegas timorenses verdadeiramente interessados e empenhados (pelo menos por agora) em aprender a nossa língua. Foi também divertido ver o meu chefe e colegas de países anglofonos, a sairem da primeira aula a dizer: O meu nome é..... / Chamo-me..... Enrolando a língua e fazendo caretas para tentar ter a pronúncia correcta.
Até mereceu o primeiro post de 2008 e o primeiro em quase dois meses!
06 dezembro 2007
Viver numa casa sem ar condicionado...
... quer dizer que posso ir trabalhar em prol do environment de Timor-Leste, de carro (com ar condicionado), a pensar que a minha pegada ecológica é mais pequenina que a de outros que têm AC em casa, e que pelos menos por aí não contribuo para o aquecimento global da Mãe Terra – o novo tema preferido do meu chefe que acabou de voltar de um workshop, de dois dias, sobre este assunto tão em voga.
No entanto, estou em casa a trabalhar e escorro suor. Sei que há quem diga que as senhoras não suam. Perdão, mas nesta altura do ano, nesta terra, a não ser que haja ar condicionado por perto, não há viv’alma que não esteja a suar, independentemente de ser homem, mulher, criança, porco, galinha, senhora – ou não-senhora. Cá, neste cantinho, não sei se o ar hoje não estará com 98.34% de humidade atmosférica, conforme sugeri ao P. num SMS enviado à cerca de 5 minutos onde pedia que me enviasse um pouco de ar fresco.
Começo agora a pensar num chat tido hoje com um casal de amigos, onde aproveitei para me queixar da data que escolheram para o casório, daqui a um ano, no nosso pedaço de terra lusa, à beira-mar plantado, quando faz frio... Frio, que desde que vivi em Londres detesto... Acho eu...
Viver numa casa sem ar condicionado faz-me questionar uma das minhas grandes certezas – o meu ódio ao frio. No entanto, não posso dizer que me faça ter saudades do inverno de Londres, onde na minha viagem pedestre diária até à Faculdade, a descer Camden High Street, vestida à boneco Michelin (t-shirt, sweat-shirt, t-shirt, camisa de pescador de Sagres, cachecol, luvas, casaco grosso, gorro) a meio do caminho apanhava uma rajada de vento da Sibéria, acompanhada de uma chuvada também Siberiana, abria o umbrella comprado na véspera no quiosque da esquina, para - um minuto depois - estar numa guerra com o vento, com o meu umbrella e talvez com o de outra pessoa, porque tudo se tinha virado do avesso. Não. Definitivamente não será este calor, esta humidade, esta camada de suor colada à pele que me fará ter saudades do frio, mas uma brisa do mar (lalalaaalaaaalaaalaaaa) do Guincho até ia...
Entretanto, o M. e eu já ouvimos o grande José Cid a cantar Favas com Chouriço, o Conquistador dos Da Vinci e já tentamos encontrar a nossa Lena d’Água nos nosso gigas infindáveis de música, ao som do Poche-Poche e outros hits da noite em Dili city. É nisto que dá viver numa casa sem ar condicionado...
No entanto, estou em casa a trabalhar e escorro suor. Sei que há quem diga que as senhoras não suam. Perdão, mas nesta altura do ano, nesta terra, a não ser que haja ar condicionado por perto, não há viv’alma que não esteja a suar, independentemente de ser homem, mulher, criança, porco, galinha, senhora – ou não-senhora. Cá, neste cantinho, não sei se o ar hoje não estará com 98.34% de humidade atmosférica, conforme sugeri ao P. num SMS enviado à cerca de 5 minutos onde pedia que me enviasse um pouco de ar fresco.
Começo agora a pensar num chat tido hoje com um casal de amigos, onde aproveitei para me queixar da data que escolheram para o casório, daqui a um ano, no nosso pedaço de terra lusa, à beira-mar plantado, quando faz frio... Frio, que desde que vivi em Londres detesto... Acho eu...
Viver numa casa sem ar condicionado faz-me questionar uma das minhas grandes certezas – o meu ódio ao frio. No entanto, não posso dizer que me faça ter saudades do inverno de Londres, onde na minha viagem pedestre diária até à Faculdade, a descer Camden High Street, vestida à boneco Michelin (t-shirt, sweat-shirt, t-shirt, camisa de pescador de Sagres, cachecol, luvas, casaco grosso, gorro) a meio do caminho apanhava uma rajada de vento da Sibéria, acompanhada de uma chuvada também Siberiana, abria o umbrella comprado na véspera no quiosque da esquina, para - um minuto depois - estar numa guerra com o vento, com o meu umbrella e talvez com o de outra pessoa, porque tudo se tinha virado do avesso. Não. Definitivamente não será este calor, esta humidade, esta camada de suor colada à pele que me fará ter saudades do frio, mas uma brisa do mar (lalalaaalaaaalaaalaaaa) do Guincho até ia...
Entretanto, o M. e eu já ouvimos o grande José Cid a cantar Favas com Chouriço, o Conquistador dos Da Vinci e já tentamos encontrar a nossa Lena d’Água nos nosso gigas infindáveis de música, ao som do Poche-Poche e outros hits da noite em Dili city. É nisto que dá viver numa casa sem ar condicionado...
26 outubro 2007
Um sonho...
Fui ao site do Publico ver as noticias la de casa e encontrei a imagem e noticia abaixo. Sonho com o dia em que na classe economica em viagens de longo-curso as condicoes sejam as mesmas... Sera que isto esta previsto a tempo da minha proxima viagem com mais de 4 horas...?
www.publico.pt

25.10.2007 - 09h36
Airbus A380 tem uma cama a sério
No novo gigante do ar, o AirbusA380, que hoje completou o seu primeiro voo inaugural, entre Singapura e Sidney, até se pode dormir numa cama a sério. Mas há mais, para além desta cama com que todos já sonhamos em viagens de longo curso. Champanhe, caviar, sofás, televisão com acesso à Internet, são alguns dos luxos com que os passageiros, pelo menos os de primeira classe, podem contar. Eilliam Leong, um dos passageiros do voo inaugural, pagou 38 mil euros para viajar com a família, incluindo o seu pai de 91 anos. O Airbus A380 vira uma nova página na história da aviação comercial. Foto: Nir Elias/Reuters
www.publico.pt

25.10.2007 - 09h36
Airbus A380 tem uma cama a sério
No novo gigante do ar, o AirbusA380, que hoje completou o seu primeiro voo inaugural, entre Singapura e Sidney, até se pode dormir numa cama a sério. Mas há mais, para além desta cama com que todos já sonhamos em viagens de longo curso. Champanhe, caviar, sofás, televisão com acesso à Internet, são alguns dos luxos com que os passageiros, pelo menos os de primeira classe, podem contar. Eilliam Leong, um dos passageiros do voo inaugural, pagou 38 mil euros para viajar com a família, incluindo o seu pai de 91 anos. O Airbus A380 vira uma nova página na história da aviação comercial. Foto: Nir Elias/Reuters
24 outubro 2007
Baratas Suicidas
(Hoje nao ha acentos.)
Pela segunda vez esta semana, acordo e a caminho da verificacao matinal do ponto de situacao das formigas, encontro uma barata que aparentemente se suicidou. Sem razao aparente. Nao existem obstaculos que causem este acidente mortal as baratas. Que tera acontecido a esta pobre criatura? Agora foi para alimento do meu gatinho preto - o Bussa. Ou de qualquer outro gato ou mesmo cao, daqueles que ganharam agora o habito de se passearem no meu jardim. Mas enfim, assim pelo menos a morte da barata serviu para alguma coisa.
Pela segunda vez esta semana, acordo e a caminho da verificacao matinal do ponto de situacao das formigas, encontro uma barata que aparentemente se suicidou. Sem razao aparente. Nao existem obstaculos que causem este acidente mortal as baratas. Que tera acontecido a esta pobre criatura? Agora foi para alimento do meu gatinho preto - o Bussa. Ou de qualquer outro gato ou mesmo cao, daqueles que ganharam agora o habito de se passearem no meu jardim. Mas enfim, assim pelo menos a morte da barata serviu para alguma coisa.
23 outubro 2007
Dili – uma cidade pequenina sem electricidade.
A história de mais uma noite sem electricidade no meu sector, o mesmo que o da R.:
Ao chegar a casa constato que não há electricidade. Componho a seguinte mensagem para a R. – Não temos electricidade. (Acho que tenho de gravar esta mensagem no meu telemovel com um atalho. Os dedos já se cansam de teclar a mesma (não-)novidade.)
Meia hora depois a R. liga:
R. – Onde jantamos?
Eu – Café Brasil? O novo não está aberto à segunda. Encontramo-nos lá?
R. – Ok. Aproveito para trabalhar mais um bocadinho e encontramo-nos lá.
Uma pequena nota – sabemos que o restaurante novo não está aberto à segunda porque ha duas semanas também não houve electricidade segunda-feira à noite e ao tentarmos ir ao restaurante novo acabamos por ir ao vizinho Café Brasil - o novo estava fechado. Fecha às segundas. O Café Brasil aos Domingos.
Com este último comentário lembro-me que sugeri ao L. que fosse ao Café Brasil jantar ontem, Domingo... ooopss... Mil perdonasthsssss L.!!! E já agora, pela 3ª vez hoje – a confirmação que Díli é mesmo uma cidade pequenina – Boa Viagem! E sim, eu sei que já te disse isso ao almoço e ao jantar e que curiosamente não combinamos almoço nem jantar, nem nos sentamos à mesma mesa, apenas nos encontramos nos mesmos sítios às duas refeições. Curioso que isto me tem vindo a acontecer com outras pessoas com alguma frequência... É mesmo pequenina esta cidade... aldeia... enfim...
Já passou algum tempo... continuo sem electricidade... As opções que se colocam são:
1. ir dormir – mas só são 2148;
2. trabalhar – mas já estou farta do computador;
3. continuar deitada no ‘day-bed’ que o D. me deixou (obrigadaaaaa!!!!) a ouvir música. Gosto da 3ª opção. Acompanhada da luz romântica de velas.
Boa noitiiiii.
Ao chegar a casa constato que não há electricidade. Componho a seguinte mensagem para a R. – Não temos electricidade. (Acho que tenho de gravar esta mensagem no meu telemovel com um atalho. Os dedos já se cansam de teclar a mesma (não-)novidade.)
Meia hora depois a R. liga:
R. – Onde jantamos?
Eu – Café Brasil? O novo não está aberto à segunda. Encontramo-nos lá?
R. – Ok. Aproveito para trabalhar mais um bocadinho e encontramo-nos lá.
Uma pequena nota – sabemos que o restaurante novo não está aberto à segunda porque ha duas semanas também não houve electricidade segunda-feira à noite e ao tentarmos ir ao restaurante novo acabamos por ir ao vizinho Café Brasil - o novo estava fechado. Fecha às segundas. O Café Brasil aos Domingos.
Com este último comentário lembro-me que sugeri ao L. que fosse ao Café Brasil jantar ontem, Domingo... ooopss... Mil perdonasthsssss L.!!! E já agora, pela 3ª vez hoje – a confirmação que Díli é mesmo uma cidade pequenina – Boa Viagem! E sim, eu sei que já te disse isso ao almoço e ao jantar e que curiosamente não combinamos almoço nem jantar, nem nos sentamos à mesma mesa, apenas nos encontramos nos mesmos sítios às duas refeições. Curioso que isto me tem vindo a acontecer com outras pessoas com alguma frequência... É mesmo pequenina esta cidade... aldeia... enfim...
Já passou algum tempo... continuo sem electricidade... As opções que se colocam são:
1. ir dormir – mas só são 2148;
2. trabalhar – mas já estou farta do computador;
3. continuar deitada no ‘day-bed’ que o D. me deixou (obrigadaaaaa!!!!) a ouvir música. Gosto da 3ª opção. Acompanhada da luz romântica de velas.
Boa noitiiiii.
19 outubro 2007
My new lullaby
Every night my neighbours sing this song as I fall asleep...
Stuck on you by Lionel Ritchie
Stuck on you
I've got this feeling down deep in my soul that I just can't lose
Guess I'm on my way
Needed a friend
And the way I feel now I guess I'll be with you 'til the end
Guess I'm on my way
Mighty glad you stayed
I'm stuck on you
Been a fool too long I guess it's time for me to come on home
Guess I'm on my way
So hard to see
That a woman like you could wait around for a man like me
Guess I'm on my way
Mighty glad you stayed
Oh, I'm leaving on that midnight train tomorrow
And I know just where I'm going
I've packed up my troubles and I've thrown them all away
'Cause this time little darling
I'm coming home to stay
I'm stuck on you
I've got this feeling down deep in my soul that I just can't lose
Guess I'm on my way
Needed a friend
And the way I feel now I guess I'll be with you 'til the end
Guess I'm on my way
I'm mighty glad you stayed
Stuck on you by Lionel Ritchie
Stuck on you
I've got this feeling down deep in my soul that I just can't lose
Guess I'm on my way
Needed a friend
And the way I feel now I guess I'll be with you 'til the end
Guess I'm on my way
Mighty glad you stayed
I'm stuck on you
Been a fool too long I guess it's time for me to come on home
Guess I'm on my way
So hard to see
That a woman like you could wait around for a man like me
Guess I'm on my way
Mighty glad you stayed
Oh, I'm leaving on that midnight train tomorrow
And I know just where I'm going
I've packed up my troubles and I've thrown them all away
'Cause this time little darling
I'm coming home to stay
I'm stuck on you
I've got this feeling down deep in my soul that I just can't lose
Guess I'm on my way
Needed a friend
And the way I feel now I guess I'll be with you 'til the end
Guess I'm on my way
I'm mighty glad you stayed
15 outubro 2007
Sexta-feira, 12 Outubro de 2007
Hoje foi feriado (o fim do Ramadão). Hoje às 0900 tive uma reunião.
Hoje tinha a minha segunda aula de Tetun. Hoje, a Professora de Tetun ligou-me às 1230, hora do início da aula, e disse-me que ia de fim-de-semana, a segunda aula fica para segunda-feira – talvez.
Hoje tinha uma reunião de trabalho com o meu chefe ultra-pontual, responsável e respeitador, marcada para as 1500. O objectivo era discutir a nova divisão de trabalho dos projectos visto a minha equipa ter sido reduzida de 3 para 2. Às 1515 ligo-lhe e pergunto se vem. Responde-me que se foi embora às 1445 porque nem eu nem o meu colega estavamos lá, os nossos computadores estavam desligados, não havia electricidade nem servidor. Hoje de manhã o meu chefe viu-me no gabinete. Hoje de manhã o meu chefe viu o meu colega no gabinete. Hoje de manhã o meu chefe verificou os mails que entraram desde as 1830 de ontem – hora a que saiu. Ontem, por volta das 1930 vi entrar no meu Inbox um mail, dirigido a todo o staff, a avisar que hoje, entre as 1300 e as 1700, não haveria electricidade nem servidor.
Hoje à noite fiquei em casa, no meu cantinho. Não me apeteceu a confusão do Exótica. Hoje não me apeteceu ligar a amigos para ir jantar fora. Hoje, quando finalmente me decidi arrastar da minha sanduiche de fresco – deitada no chão de mosaico fresco, debaixo da ventoinha de tecto da sala – e consegui afastar-me da série 24, fui até à cozinha para fazer o ‘comer’. Hoje, quando tirei a carne descongelada do frigorifico para fazer o ‘comer’, deu início o corte de electricidade do dia.
Hoje queria ver um filme e deitar-me fresquinha depois de um duche morno revitalizador. Hoje à noite não há electricidade, por isso hoje à noite não há leitor de DVD nem TV (só computador- enquanto a bateria durar). Hoje à noite não há electricidade, por isso hoje à noite a bomba de água que alimenta o meu chuveiro não pode funcionar.
Hoje, sentindo-me contente e feliz no meu palácio côr-de-rosa, deitada no meu chão fresco, à luz de três velas, depois de jantar uma massada feita no meu fogão-a-gás-à-luz-da-vela-de-igreja-grande, a pensar num banho à indonésia, depois de ter desabafado a frustração de não haver electricidade com amigos na mesma situação e ao som dos meus vizinhos musicais e sorridentes, lembro-me do que a minha mãe me dizia quando eu, em miúda, teimava que queria uma coisa, só por ter: “Pois é, também eu quero muita coisa e não tenho.”
Hoje tinha a minha segunda aula de Tetun. Hoje, a Professora de Tetun ligou-me às 1230, hora do início da aula, e disse-me que ia de fim-de-semana, a segunda aula fica para segunda-feira – talvez.
Hoje tinha uma reunião de trabalho com o meu chefe ultra-pontual, responsável e respeitador, marcada para as 1500. O objectivo era discutir a nova divisão de trabalho dos projectos visto a minha equipa ter sido reduzida de 3 para 2. Às 1515 ligo-lhe e pergunto se vem. Responde-me que se foi embora às 1445 porque nem eu nem o meu colega estavamos lá, os nossos computadores estavam desligados, não havia electricidade nem servidor. Hoje de manhã o meu chefe viu-me no gabinete. Hoje de manhã o meu chefe viu o meu colega no gabinete. Hoje de manhã o meu chefe verificou os mails que entraram desde as 1830 de ontem – hora a que saiu. Ontem, por volta das 1930 vi entrar no meu Inbox um mail, dirigido a todo o staff, a avisar que hoje, entre as 1300 e as 1700, não haveria electricidade nem servidor.
Hoje à noite fiquei em casa, no meu cantinho. Não me apeteceu a confusão do Exótica. Hoje não me apeteceu ligar a amigos para ir jantar fora. Hoje, quando finalmente me decidi arrastar da minha sanduiche de fresco – deitada no chão de mosaico fresco, debaixo da ventoinha de tecto da sala – e consegui afastar-me da série 24, fui até à cozinha para fazer o ‘comer’. Hoje, quando tirei a carne descongelada do frigorifico para fazer o ‘comer’, deu início o corte de electricidade do dia.
Hoje queria ver um filme e deitar-me fresquinha depois de um duche morno revitalizador. Hoje à noite não há electricidade, por isso hoje à noite não há leitor de DVD nem TV (só computador- enquanto a bateria durar). Hoje à noite não há electricidade, por isso hoje à noite a bomba de água que alimenta o meu chuveiro não pode funcionar.
Hoje, sentindo-me contente e feliz no meu palácio côr-de-rosa, deitada no meu chão fresco, à luz de três velas, depois de jantar uma massada feita no meu fogão-a-gás-à-luz-da-vela-de-igreja-grande, a pensar num banho à indonésia, depois de ter desabafado a frustração de não haver electricidade com amigos na mesma situação e ao som dos meus vizinhos musicais e sorridentes, lembro-me do que a minha mãe me dizia quando eu, em miúda, teimava que queria uma coisa, só por ter: “Pois é, também eu quero muita coisa e não tenho.”
24 setembro 2007
Queimar os últimos cartuchos em Nova Iorque
Há que aproveitar tudo o que Nova Iorque tem para oferecer...!
Sábado

Hóquei no gelo - New York Rangers vs Philadelphia Flyers, a equipa da casa perdeu...
Domingo

Central Park

Museu de História Natural
E amanhã, a cereja no topo do bolo - follow this link!!!
Sábado
Hóquei no gelo - New York Rangers vs Philadelphia Flyers, a equipa da casa perdeu...
Domingo
Central Park
Museu de História Natural
E amanhã, a cereja no topo do bolo - follow this link!!!
11 setembro 2007
New York
Two highlights of my visit to New York so far:
1. Blue Note Jazz Club, where Al di Meola was playing.
2. Museum of Modern Art for their collections and for the building.
1. Blue Note Jazz Club, where Al di Meola was playing.
2. Museum of Modern Art for their collections and for the building.
01 setembro 2007
Breakfast in San Francisco
Setting:
San Francisco, a beautiful Italian corner street cafe, just up the road from our hotel.
M. goes to the food counter and orders our food.
M. goes to the drinks counter and orders our drinks.
M. joins me at the table and as we start chatting about San Francisco we are interrupted by the drinks counter lady screaming out M.'s name: M!!!!!!!!!!!!! with a Spanish accent. My orange juice was ready. He gets up and grabs the juice for me.
M. comes back to our table. We laugh at the scream and he shakes off the shock. We start chatting about San Francisco once again.
Suddenly, the cafe is once again filled with "M!!!!!!!!!!!!!!!!!!", once again a Spanish accent, but a new voice. Food was ready. M. gets up and returns with our food.
It all seems to have quietened down, the food is good, the conversation has died as we devour our panini.
"M!!!!!!!!!!!!!!" - once again his name is screamed out. We both jump - again. This time it's our hot chocolate and latte that are ready. We sit back. Laugh. Try to shake it off. Laugh again. Finish our food. Pay for breakfast and walk down the street laughing and screaming out "M!!!!!!!!!".
San Francisco, a beautiful Italian corner street cafe, just up the road from our hotel.
M. goes to the food counter and orders our food.
M. goes to the drinks counter and orders our drinks.
M. joins me at the table and as we start chatting about San Francisco we are interrupted by the drinks counter lady screaming out M.'s name: M!!!!!!!!!!!!! with a Spanish accent. My orange juice was ready. He gets up and grabs the juice for me.
M. comes back to our table. We laugh at the scream and he shakes off the shock. We start chatting about San Francisco once again.
Suddenly, the cafe is once again filled with "M!!!!!!!!!!!!!!!!!!", once again a Spanish accent, but a new voice. Food was ready. M. gets up and returns with our food.
It all seems to have quietened down, the food is good, the conversation has died as we devour our panini.
"M!!!!!!!!!!!!!!" - once again his name is screamed out. We both jump - again. This time it's our hot chocolate and latte that are ready. We sit back. Laugh. Try to shake it off. Laugh again. Finish our food. Pay for breakfast and walk down the street laughing and screaming out "M!!!!!!!!!".
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