A brilliant mind told me today:
"Even women degrade the environment you know?"
A well-spent 1-hour session.
04 Fevereiro 2010
20 Janeiro 2010
pensamentos do dia...
vontade de ter o conhecimento acumulado de mais 40 anos de experiência de trabalho agora, já, imediatamente. feliz de finalmente ter uma pessoa assim sentada à mesma mesa de discussão e planeamento, a liderar as discussões.
04 Novembro 2009
Uma conversa telefónica hoje..
... que podia ter sido há 50 anos.... e pensamentos que desenrolaram à volta desta conversa.
"Dona Joana. Boa tarde. Fui hoje assinar o contracto. Desculpe, não tive oportunidade de passar no seu gabinete para lhe falar. Pode também avisar a senhora na metrópole que já assinei o contracto por favor? Obrigado. Com licença."
Com um Português mais correcto que o meu, com uma postura que me fez lembrar uns tios-avôs especiais e que traz ao de cima aquela emoção tão Portuguesa de saudades, o Sr. A. fez-me sorrir por falar em metrópole, parecia que em vez de estar num compound rodeado de arame farpado em Díli finais de 2009, estava num episódio de uma série ou filme sobre o Portugal das colónias nos anos 50; sinceramente, até demorei uns segundos a realmente compreender o que ele tinha dito.
E sorri novamente quando pensei nos outros senhores em quem agora, ao escrever este post, volto a pensar com memórias marcantes da minha infância - um a ensinar-me a escrever o meu nome e a esconder o meu bolo de anos numa caixa ao colo para que eu não consiga ver o grande bolo de chocolate que me comprou; e o outro com o seu humor particular, nas férias de Natal, a ensinar-me a jogar às damas e a ouvir com muita paciência as histórias desta menina mimada - com mimo do bom!
Na ressaca de uma experiência menos boa e triste com um colega que pensava ser diferente daquilo que afinal se revelou ser, o Sr. A levou-me a pensar como pessoas como ele fazem falta à formação de gerações mais novas, cujas referências por vezes estão um pouco confusas. É pena que a experiência menos boa tenha elevado os meus níveis de cinicismo em relação ao país - embora tenha perfeita noção que à saída as saudades vão ser muitas e que estas apagarão algumas das desilusões criadas; sendo que talvez algumas destas foram, por sua vez, criadas por uma realidade demasiado bruta para o romantismo ingénuo que vinha na mala comigo.
Por outro lado, no meio destes pensamentos confusos (caóticos até) existe um grupo especial no meio da geração mais nova. Com uma boa dose de conhecimento da realidade crua, têm noção das dificuldades e dos óbstaculos mas são dedicados ao país e têm vontade de trabalhar. E têm como referência pessoas como o Sr. A. que para além de mostrar grande dedicação e sentido de responsabilidade em relação ao trabalho que aceitou fazer, mostrou uma delicadeza muito especial com os seus novos colegas. Espero daqui a uns anos ver este grupo especial a servir de referência a gerações mais novas e, qui ça, a outros da mesma geração...
"Dona Joana. Boa tarde. Fui hoje assinar o contracto. Desculpe, não tive oportunidade de passar no seu gabinete para lhe falar. Pode também avisar a senhora na metrópole que já assinei o contracto por favor? Obrigado. Com licença."
Com um Português mais correcto que o meu, com uma postura que me fez lembrar uns tios-avôs especiais e que traz ao de cima aquela emoção tão Portuguesa de saudades, o Sr. A. fez-me sorrir por falar em metrópole, parecia que em vez de estar num compound rodeado de arame farpado em Díli finais de 2009, estava num episódio de uma série ou filme sobre o Portugal das colónias nos anos 50; sinceramente, até demorei uns segundos a realmente compreender o que ele tinha dito.
E sorri novamente quando pensei nos outros senhores em quem agora, ao escrever este post, volto a pensar com memórias marcantes da minha infância - um a ensinar-me a escrever o meu nome e a esconder o meu bolo de anos numa caixa ao colo para que eu não consiga ver o grande bolo de chocolate que me comprou; e o outro com o seu humor particular, nas férias de Natal, a ensinar-me a jogar às damas e a ouvir com muita paciência as histórias desta menina mimada - com mimo do bom!
Na ressaca de uma experiência menos boa e triste com um colega que pensava ser diferente daquilo que afinal se revelou ser, o Sr. A levou-me a pensar como pessoas como ele fazem falta à formação de gerações mais novas, cujas referências por vezes estão um pouco confusas. É pena que a experiência menos boa tenha elevado os meus níveis de cinicismo em relação ao país - embora tenha perfeita noção que à saída as saudades vão ser muitas e que estas apagarão algumas das desilusões criadas; sendo que talvez algumas destas foram, por sua vez, criadas por uma realidade demasiado bruta para o romantismo ingénuo que vinha na mala comigo.
Por outro lado, no meio destes pensamentos confusos (caóticos até) existe um grupo especial no meio da geração mais nova. Com uma boa dose de conhecimento da realidade crua, têm noção das dificuldades e dos óbstaculos mas são dedicados ao país e têm vontade de trabalhar. E têm como referência pessoas como o Sr. A. que para além de mostrar grande dedicação e sentido de responsabilidade em relação ao trabalho que aceitou fazer, mostrou uma delicadeza muito especial com os seus novos colegas. Espero daqui a uns anos ver este grupo especial a servir de referência a gerações mais novas e, qui ça, a outros da mesma geração...
24 Agosto 2009
Em Ho Chi Minh...
... andamos a passear, a parar de canto em canto - ei olha para aquilo, ei olha para ali, ei ve la aquela pastelaria, ei ve la aquele edificio, ei ve la aquela mota a levar aquilo, ei... ei... ei... (um dia destes ponho algumas fotos por aqui).
Em consulta com o livro do turismo habitual, com mais coisinhas q o moco viu na net, vamos vendo a cidade e encontrando coisas giras. Uma destas coisas, visitada ontem, era uma loja de posters de propaganda. A entrada - corredor meio escuro - prepara-nos logo para o que vamos encontrar: muitos posters com mensagens de (surprise, surprise!) propaganda - entre revolucao e producao agricola deliciamo-nos com o grafismo, com as mensagens, com a loja. Passamos uma boa meia hora a ver as copias (os originais sao um bocadinho caros de mais...) e apos vermos os posters todos (pelo menos o M viu todos) nao resistimos e compramos 3, com mensagens revolucionarias e de incentivo a producao agricola em equipa. Ao discutirmos precos, surpreendemo-nos com a mencao de dolares americanos. No meio de posters que transmitem mensagens anti-americanas, verificamos cambio, abrimos a carteira e sacamos dos nossos dolares. Estranha contradicao, mas que nos sabe bem ajudar a haver.
Em consulta com o livro do turismo habitual, com mais coisinhas q o moco viu na net, vamos vendo a cidade e encontrando coisas giras. Uma destas coisas, visitada ontem, era uma loja de posters de propaganda. A entrada - corredor meio escuro - prepara-nos logo para o que vamos encontrar: muitos posters com mensagens de (surprise, surprise!) propaganda - entre revolucao e producao agricola deliciamo-nos com o grafismo, com as mensagens, com a loja. Passamos uma boa meia hora a ver as copias (os originais sao um bocadinho caros de mais...) e apos vermos os posters todos (pelo menos o M viu todos) nao resistimos e compramos 3, com mensagens revolucionarias e de incentivo a producao agricola em equipa. Ao discutirmos precos, surpreendemo-nos com a mencao de dolares americanos. No meio de posters que transmitem mensagens anti-americanas, verificamos cambio, abrimos a carteira e sacamos dos nossos dolares. Estranha contradicao, mas que nos sabe bem ajudar a haver.
12 Agosto 2009
Revivalismos
Aproveita-se a playlist "Anos 80 'tuga" preparada para a despedida do C e a esta fabulosa lista juntam-se outras músicas soltas na biblioteca do SuperHeróiPestanaHeróiSemPijama e carrega-se no play.
Hoje ouve-se música boa na maison agora-branca-antes-rosa em Vila Verde, Díli. O volume encontra-se assim a modos que alto para não ouvir os vizinhos a cantar Lionel Ritchie e Black African Woman.
Playlist maison agora-branca-antes-rosa:
Chiclete - Taxi
Chico Fininho - Rui Veloso
Erva Daninha Alastrar - António Variações
Cairo - Taxi
Vida Malvada - Xutos e Pontapés
Barcos Gregos - Xutos e Pontapés
Contentores - Xutos e Pontapés
Efectivamente - GNR
Paixão - Heróis do Mar
Por quem não esqueci - Sétima Legião
Võo Nocturno - Jorge Palma
Hoje ouve-se música boa na maison agora-branca-antes-rosa em Vila Verde, Díli. O volume encontra-se assim a modos que alto para não ouvir os vizinhos a cantar Lionel Ritchie e Black African Woman.
Playlist maison agora-branca-antes-rosa:
Chiclete - Taxi
Chico Fininho - Rui Veloso
Erva Daninha Alastrar - António Variações
Cairo - Taxi
Vida Malvada - Xutos e Pontapés
Barcos Gregos - Xutos e Pontapés
Contentores - Xutos e Pontapés
Efectivamente - GNR
Paixão - Heróis do Mar
Por quem não esqueci - Sétima Legião
Võo Nocturno - Jorge Palma
23 Julho 2009
Música do dia
Pó de Arroz, by Carlos Paião
Pó de Arroz,
Na face das pequenas
Será beleza apenas, só
Uma corzinha com
Pó de arroz
Rosa é, mulher o pôs
E o homem vai nas cenas
Eva e Adão outra vez
É como enfeitar um embrulho
Arroz com gorgulho talvez
(Refrão)
Pó de arroz
Do teu arrozal
Esse pó que é fatal
És a tal que me encanta com
Pó de Arroz
Não faz nenhum mal
É de arroz integral
Infernal, quando chegas com
Todo o teu arroz (bis)
Pó de Arroz
Tens hoje só pra mim
Pós de perlimpimpim
És um arroz doce sim
Pode ser
Um canto de sereia
Serei a tua teia
E tu serás meu algoz
Mas quando te vais alindar
Alindada vens dar no arroz
(http://letras.terra.com.br/carlos-paiao/67118/)
Pó de Arroz,
Na face das pequenas
Será beleza apenas, só
Uma corzinha com
Pó de arroz
Rosa é, mulher o pôs
E o homem vai nas cenas
Eva e Adão outra vez
É como enfeitar um embrulho
Arroz com gorgulho talvez
(Refrão)
Pó de arroz
Do teu arrozal
Esse pó que é fatal
És a tal que me encanta com
Pó de Arroz
Não faz nenhum mal
É de arroz integral
Infernal, quando chegas com
Todo o teu arroz (bis)
Pó de Arroz
Tens hoje só pra mim
Pós de perlimpimpim
És um arroz doce sim
Pode ser
Um canto de sereia
Serei a tua teia
E tu serás meu algoz
Mas quando te vais alindar
Alindada vens dar no arroz
(http://letras.terra.com.br/carlos-paiao/67118/)
Últimas ouvidas ontem à noite na minha rádio... quality...
David Gray - This Years Love
Abba - Chiquitita
Bucks Fizz - Making Your Mind Up
Barry White - I'm Gonna Love You Just a Little More, Baby
Teddy Pendergrass - If You Don't Know Me by Now
Al Green - I can't Get Next To You
Deolinda - Contado Ninguém Acredita
Rita Redshoes - Your Waltz
Os Pontos Negros - Xadrez & Chanel
Da Vinci - Conquistador
Abba - Chiquitita
Bucks Fizz - Making Your Mind Up
Barry White - I'm Gonna Love You Just a Little More, Baby
Teddy Pendergrass - If You Don't Know Me by Now
Al Green - I can't Get Next To You
Deolinda - Contado Ninguém Acredita
Rita Redshoes - Your Waltz
Os Pontos Negros - Xadrez & Chanel
Da Vinci - Conquistador
21 Julho 2009
14 Julho 2009
O jogo matinal
O dia começa sempre com um jogo para o qual é preciso ter os sentidos todos em alerta, os espelhos do carro acertados e o switch da concentração no ON.
Nível 1:
Sair de casa com ajuda do security da manhã que me diz se posso carregar no acelerador ou não mediante alguma movimentação nos 100m da nossa rua - esta pode ser de táxis (com ou sem música aos altos berros), angunas, carros da policia internacional, carros do governo, motas de qualquer tamanho-formato-estado, bicicletas ou mesmo tiga-rodas que andam a vender modo bem cedinho.
Nível 2:
Entrar na rua do Ministério da Educação já sem o meu backup, tenho de ver como está o cruzamento e se há muitos táxis a querem fazer coisas diferentes ao mesmo tempo, a ocupar o dobro do espaço necessário para aquela manobra. Passado este obstáculo, evitam-se as primeiras motas e os carros a virem da direcção oposta, em contra-mão, não atropelar pessoas a atravessar a rua, e chegada à rotunda da Catedral.
Nível 3:
Rotunda da Catedral - o nível do jogo começa a subir de dificuldade; as prioridades... espera... que prioridades? Quem tem prioridade? O que é que o condutor do veículo que se move já na rotunda entende como as regras da prioridade? A estratégia para ultrapassar este nível é esperar por uma aberta ideal para que sem dúvida alguma possa entrar com segurança no nível seguinte. Atenção às motas e bicicletas e outros veículos que por vezes decidem não dar a volta à rotunda.
Nível 4:
A caminho da "rotunda" do relógio - este nível requer algum conforto em utilizar a buzina, em ter os sentidos todos em alerta e carregar na alavanca da paciência. Ainda antes do cruzamento com semáforos, começam a entrar mais carros, a vir da rua do Bombay Kitchen, e o caos instala-se... carros e motas e outros a entrarem, mikroletes a quererem atravessar para-parar-para-apanharem-passageiros, táxis a 10 à hora a quererem atravessar, motas com 2 adultos e 3 crianças a passarem de um lado para o outro. Respiro fundo. Buzino. Vou metendo o nariz do carro para aqui ou para ali, e finalmente, chego aos semáforos que estão desligados, mas estão lá uns polícias de trânsito que rapidamente assobiam para que o carro se mova lalais-lalais para o outro lado do cruzamento - independentemente de haver muitos mais carros do outro lado ou não. Finalmente, chego à "rotunda do relógio".
Nível 5:
Para entrar na rua da loja-amarela-dos-DVDs há que sair da "rotunda" do relógio e entrar ali à frente do Wasabi, conseguindo evitar as motas que se cruzam à frente, as que cortam as esquinas, as que vêm cheias de crianças e que nem se preocupam com os carros... chega-se aos próximos semáforos, entrada à direita, sempre em frente até aos próximos semáforos sem problema, seguir em frente. Este nível até nem é muito stressante.
Nível 6:
A rua da EDTL está sempre cheia de prendas - carros que estão na 3a faixa não existente que em vez de virarem à direita seguem em frente e tentam que haja uma 3a faixa numa rua que não o permite; táxis que param porque sim, sem sinal, sem espaço, sem pensar nos carros que estão atrás e que é a hora de ponta; os tiga-rodas andam em contra-mão e as bicicletas às vezes também; as mikroletes vão parando e saem sem sinal, sem ver os espelhos como for; os polícias internacionais aceleram porque pensam que podem assim, sem mais nem menos; as motas vão entrando e saindo da EDTL, outras saem dos becos que há ali ao lado da Sílvia... e finalmente tentar estar já na faixa do lado esquerdo, porque vou virar para a rua do MSS; entretanto os que vêm da rua da entrada da Missão, têm todos de virar para a direita deles, nossa esquerda, entretanto os que estão na faixa do lado direito, ao meu lado, é suposto entrarem na rua à nossa frente, mas passar para a faixa do lado direito ao mesmo tempo que os táxis, carros do governo, carros da polícia internacional, carros diplomáticos, carros privados, motas, bicicletas, tiga-rodas e mais outros tantos incluindo camiões, tentam entrar para a rua do nosso lado esquerdo, vindo da faixa do lado esquerdo.
Nível 7:
Finalmente toda a gente amanhou-se e estamos na rua do MSS. Mas... as mikroletes param e arrancam sem ver, a malta das motas, decidindo que há espaço para 2,5 faixas, posicionam-se de uma maneira simpática, zig-zangeando para que na realidade seja só uma faixa. Entretanto há trânsito em contra-mão e a malta da RTL ainda tenta que haja alguma ordem. À frente da DNE - ali ao lado dos "nossos" GeNinhos meto o pisca para a direita e entra-se num processo de negociação com os carros vêm dessa rua. Uns já aprenderam que num cruzamento o carro se deve manter sempre na sua faixa se houver trânsito nas duas direcções, mas este conceito não foi ainda bem socializado. Ao virar o carro depois de definir que se pode avançar, há ainda que ter cuidado com os motoqueiros-kamikaze que gostam de estar em contra-mão, aparecer do nada e isto tudo com pelo menos 3 crianças na mota. Finalmente a última rua.
Nível 8:
Entrada no parque de estacionamento.
Respirar fundo.
Mais um jogo completo. Pontuação máxima, sem penalizações.
Nível 1:
Sair de casa com ajuda do security da manhã que me diz se posso carregar no acelerador ou não mediante alguma movimentação nos 100m da nossa rua - esta pode ser de táxis (com ou sem música aos altos berros), angunas, carros da policia internacional, carros do governo, motas de qualquer tamanho-formato-estado, bicicletas ou mesmo tiga-rodas que andam a vender modo bem cedinho.
Nível 2:
Entrar na rua do Ministério da Educação já sem o meu backup, tenho de ver como está o cruzamento e se há muitos táxis a querem fazer coisas diferentes ao mesmo tempo, a ocupar o dobro do espaço necessário para aquela manobra. Passado este obstáculo, evitam-se as primeiras motas e os carros a virem da direcção oposta, em contra-mão, não atropelar pessoas a atravessar a rua, e chegada à rotunda da Catedral.
Nível 3:
Rotunda da Catedral - o nível do jogo começa a subir de dificuldade; as prioridades... espera... que prioridades? Quem tem prioridade? O que é que o condutor do veículo que se move já na rotunda entende como as regras da prioridade? A estratégia para ultrapassar este nível é esperar por uma aberta ideal para que sem dúvida alguma possa entrar com segurança no nível seguinte. Atenção às motas e bicicletas e outros veículos que por vezes decidem não dar a volta à rotunda.
Nível 4:
A caminho da "rotunda" do relógio - este nível requer algum conforto em utilizar a buzina, em ter os sentidos todos em alerta e carregar na alavanca da paciência. Ainda antes do cruzamento com semáforos, começam a entrar mais carros, a vir da rua do Bombay Kitchen, e o caos instala-se... carros e motas e outros a entrarem, mikroletes a quererem atravessar para-parar-para-apanharem-passageiros, táxis a 10 à hora a quererem atravessar, motas com 2 adultos e 3 crianças a passarem de um lado para o outro. Respiro fundo. Buzino. Vou metendo o nariz do carro para aqui ou para ali, e finalmente, chego aos semáforos que estão desligados, mas estão lá uns polícias de trânsito que rapidamente assobiam para que o carro se mova lalais-lalais para o outro lado do cruzamento - independentemente de haver muitos mais carros do outro lado ou não. Finalmente, chego à "rotunda do relógio".
Nível 5:
Para entrar na rua da loja-amarela-dos-DVDs há que sair da "rotunda" do relógio e entrar ali à frente do Wasabi, conseguindo evitar as motas que se cruzam à frente, as que cortam as esquinas, as que vêm cheias de crianças e que nem se preocupam com os carros... chega-se aos próximos semáforos, entrada à direita, sempre em frente até aos próximos semáforos sem problema, seguir em frente. Este nível até nem é muito stressante.
Nível 6:
A rua da EDTL está sempre cheia de prendas - carros que estão na 3a faixa não existente que em vez de virarem à direita seguem em frente e tentam que haja uma 3a faixa numa rua que não o permite; táxis que param porque sim, sem sinal, sem espaço, sem pensar nos carros que estão atrás e que é a hora de ponta; os tiga-rodas andam em contra-mão e as bicicletas às vezes também; as mikroletes vão parando e saem sem sinal, sem ver os espelhos como for; os polícias internacionais aceleram porque pensam que podem assim, sem mais nem menos; as motas vão entrando e saindo da EDTL, outras saem dos becos que há ali ao lado da Sílvia... e finalmente tentar estar já na faixa do lado esquerdo, porque vou virar para a rua do MSS; entretanto os que vêm da rua da entrada da Missão, têm todos de virar para a direita deles, nossa esquerda, entretanto os que estão na faixa do lado direito, ao meu lado, é suposto entrarem na rua à nossa frente, mas passar para a faixa do lado direito ao mesmo tempo que os táxis, carros do governo, carros da polícia internacional, carros diplomáticos, carros privados, motas, bicicletas, tiga-rodas e mais outros tantos incluindo camiões, tentam entrar para a rua do nosso lado esquerdo, vindo da faixa do lado esquerdo.
Nível 7:
Finalmente toda a gente amanhou-se e estamos na rua do MSS. Mas... as mikroletes param e arrancam sem ver, a malta das motas, decidindo que há espaço para 2,5 faixas, posicionam-se de uma maneira simpática, zig-zangeando para que na realidade seja só uma faixa. Entretanto há trânsito em contra-mão e a malta da RTL ainda tenta que haja alguma ordem. À frente da DNE - ali ao lado dos "nossos" GeNinhos meto o pisca para a direita e entra-se num processo de negociação com os carros vêm dessa rua. Uns já aprenderam que num cruzamento o carro se deve manter sempre na sua faixa se houver trânsito nas duas direcções, mas este conceito não foi ainda bem socializado. Ao virar o carro depois de definir que se pode avançar, há ainda que ter cuidado com os motoqueiros-kamikaze que gostam de estar em contra-mão, aparecer do nada e isto tudo com pelo menos 3 crianças na mota. Finalmente a última rua.
Nível 8:
Entrada no parque de estacionamento.
Respirar fundo.
Mais um jogo completo. Pontuação máxima, sem penalizações.
10 Julho 2009
Passeio do fim-de-semana passado
A nova viatura

Vistas a regressar de Batugadé


O regresso chamou por uma paragem em Maubara - o forte e o pequeno mercado de artesanato onde comprei mais umas coisinhas para a uma mean de Vila Verde que na realidade agora é uma mutin...


Vistas a regressar de Batugadé
O regresso chamou por uma paragem em Maubara - o forte e o pequeno mercado de artesanato onde comprei mais umas coisinhas para a uma mean de Vila Verde que na realidade agora é uma mutin...
09 Julho 2009
Dedicatória
Frase do dia, em conversa com o senhor afro cá do sítio:
Parece-me cada vez mais óbvio que esse cabelo todo não está a deixar os teus neurónios oxigenar.
Por ter sido um pouco mázinha, deixo-te aqui uma pequena dedicatória cheia de amor e carinho fraternal.
Parece-me cada vez mais óbvio que esse cabelo todo não está a deixar os teus neurónios oxigenar.
Por ter sido um pouco mázinha, deixo-te aqui uma pequena dedicatória cheia de amor e carinho fraternal.
07 Julho 2009
Tasi Tolu de bicicleta
Tudo corre bem - as vistas são fantásticas, o passeio faz-se bem embora com calor e conclui-se que pedalar uma hora até lá para passear no meio das lagoas não é nada mau.




A vista lá de cima da capela João Paulo II também não é nada má, e a capela é surpreendentemente bonita.





O problema são os pneus das bicicletas que não são feitos para andar em terreno não alcatroado... felizmente, na paragem de mikroletes de Tasi Tolu, há a clássica banca de pneus, onde facilmente derreteram borracha onde as câmaras de ar tinham furos (3 furos no pneu da frente e mais uns 2 no pneu de trás) e voltaram a encher os pneus. Foi remédio santo até chegarmos a Díli. No entanto, uma paragem para almoçar na habitual esplanada de fim-de-semana, Castaway, foi o suficiente para voltarem a esvaziar. O M. riu-se muito - a dele continuava bem. No dia a seguir, o pneu da frente dele também se tinha esvaziado - felizmente, para ele, já estava arrumada em casa.

A vista lá de cima da capela João Paulo II também não é nada má, e a capela é surpreendentemente bonita.
O problema são os pneus das bicicletas que não são feitos para andar em terreno não alcatroado... felizmente, na paragem de mikroletes de Tasi Tolu, há a clássica banca de pneus, onde facilmente derreteram borracha onde as câmaras de ar tinham furos (3 furos no pneu da frente e mais uns 2 no pneu de trás) e voltaram a encher os pneus. Foi remédio santo até chegarmos a Díli. No entanto, uma paragem para almoçar na habitual esplanada de fim-de-semana, Castaway, foi o suficiente para voltarem a esvaziar. O M. riu-se muito - a dele continuava bem. No dia a seguir, o pneu da frente dele também se tinha esvaziado - felizmente, para ele, já estava arrumada em casa.
06 Julho 2009
Amadou & Mariam
Politic amagni
Politic amagni, politic amagni, politic amagni, politic amagni...
ayana mer, ayana mer, ayana mer
...kako le bwaala...kano la bwaala vor
aya politike bwaala...kaweo fa bwaala
...aya aga no si bwaala
[switch to English]
Politic needs blood
Politic need cries
Politic needs human beings
Politic need votes
That's why, my friend, it's in evidence
Politic is violence
Why, my friend, it's in evidence
Politic is violence
[verses in Bambara; softly underlay English:]
Violence...
..kake le bwaala &c...
[switch again to English]
Male voices:
Politic needs force
Politic need cries
Politic need ignorance
Politic need lies
That's why, my friend, it's in evidence
Politic is violence
Why, my friend, it's in evidence
Politic is violence
Politic amagni, politic amagni, politic amagni, politic amagni...
ayana mer, ayana mer, ayana mer
...kako le bwaala...kano la bwaala vor
aya politike bwaala...kaweo fa bwaala
...aya aga no si bwaala
[switch to English]
Politic needs blood
Politic need cries
Politic needs human beings
Politic need votes
That's why, my friend, it's in evidence
Politic is violence
Why, my friend, it's in evidence
Politic is violence
[verses in Bambara; softly underlay English:]
Violence...
..kake le bwaala &c...
[switch again to English]
Male voices:
Politic needs force
Politic need cries
Politic need ignorance
Politic need lies
That's why, my friend, it's in evidence
Politic is violence
Why, my friend, it's in evidence
Politic is violence
03 Julho 2009
Prazeres esquecidos...
Tinha-me esquecido do prazer de descobrir música nova, de andar a vasculhar no All Music à procura de música parecida com outra que gostava, a tentar perceber melhor o que estava por trás dos sons. Redescobri este prazer nos últimos três dias, depois da devolução do meu fiel companheiro ipod, que o P. tinha levado para casa para rechear com novidades.
Umas destas novidades relembrou-me deste prazer que estava a desenvolver quando saí novamente de Portugal, rumo a Timur-Timur pela 3a vez.
Esta novidade tem como nome: Amadou & Mariam - a biografia deles no All Music aqui
Obrigada P.!!!
Vou continuar a vasculhar no meu ipod e depois se calhar faço-te umas encomendas! Já temos saudades do nosso kolega; hoje estive para te telefonar, a ver se querias ir almoçar comigo já que a R. decidiu ir à picanha com os imigrantes, trabalhar...
Umas destas novidades relembrou-me deste prazer que estava a desenvolver quando saí novamente de Portugal, rumo a Timur-Timur pela 3a vez.
Esta novidade tem como nome: Amadou & Mariam - a biografia deles no All Music aqui
Obrigada P.!!!
Vou continuar a vasculhar no meu ipod e depois se calhar faço-te umas encomendas! Já temos saudades do nosso kolega; hoje estive para te telefonar, a ver se querias ir almoçar comigo já que a R. decidiu ir à picanha com os imigrantes, trabalhar...
13 Junho 2009
manter a concentração em workshops
Embora o título do post indique um tema que dá para horas e horas de escrita, sentada, na sala de conferências de um lindo hotel em Banguecoque, ao fim da 3a hora do primeiro dia do meu segundo workshop da semana, a ouvir um senhor do departamento de planeamento de um Governo aqui da região, não consigo manter a minha concentração - porquê? O senhor é interessante, o senhor não é obrigado a falar a língua da rainha Elisabete com a mesma fluência com que fala a sua língua de origem... mas, meus amigos, há alguma necessidade para o senhor berrar quando o microfone está praticamente colado à boca dele? E haverá necessidade do senhor falar palavra por palavra, com pausas grandes entre as palavras?
É muito difícil a vida assim..
É muito difícil a vida assim..
11 Maio 2009
Fim-de-semana a repetir
Este fim-de-semana fomos pessoas normais... dormimos, passeamos, descansamos, aproveitamos o facto de vivermos num país tropical e não fizemos planos... nem abri o computador o fim-de-semana todo...
Pedalamos até à Areia Branca onde encontramos amigos com quem estivemos a pôr a conversa em dia entre mergulhos no mar espelho. Eram poucas as pessoas na praia, a água estava na sua habitual temperatura morninha... Pedalamos de regresso, decidimos ser pessoas mais informadas e com mais opção televisiva em casa, agora já temos BBC World, CNN, continuamos com Al Jazeera International e Channel News Asia; temos também Discovery, National Geographic e Cartoon Network, Nickelodeon... enfim... a nossa casa passou a ter opções de entretenimento a explorar e coisas bem mais interessantes do que a Praça da Alegria e Contactos para ver... uma alegria!
Compras, bricolage, massagens e uma Bintangzita a ver o pôr-do-sol... jantar no Japonês com a S., com quem temos estado muito pouco.
Balanço mais do que positivo e resolução de contrato novo - todos os fins de semana vão ser assim!
Pedalamos até à Areia Branca onde encontramos amigos com quem estivemos a pôr a conversa em dia entre mergulhos no mar espelho. Eram poucas as pessoas na praia, a água estava na sua habitual temperatura morninha... Pedalamos de regresso, decidimos ser pessoas mais informadas e com mais opção televisiva em casa, agora já temos BBC World, CNN, continuamos com Al Jazeera International e Channel News Asia; temos também Discovery, National Geographic e Cartoon Network, Nickelodeon... enfim... a nossa casa passou a ter opções de entretenimento a explorar e coisas bem mais interessantes do que a Praça da Alegria e Contactos para ver... uma alegria!
Compras, bricolage, massagens e uma Bintangzita a ver o pôr-do-sol... jantar no Japonês com a S., com quem temos estado muito pouco.
Balanço mais do que positivo e resolução de contrato novo - todos os fins de semana vão ser assim!
28 Março 2009
22 Março 2009
17 Março 2009
12 Março 2009
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.
W.H. Auden
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.
W.H. Auden
09 Março 2009
03 Março 2009
08 Janeiro 2009
Marchmont Street - London....
To T. -
Many a dinner after vball... many a long chat after a long day... :)
Dinner on Saturday night - some month soon, here...?
Many a dinner after vball... many a long chat after a long day... :)
Dinner on Saturday night - some month soon, here...?
11 Dezembro 2008
Sinais do tempo em Timor-Leste....
Começo a ocupar a inexistente faixa do meio na Avenida do cruzamento de Colmera, mesmo antes do Jardim... ai...
02 Dezembro 2008
Uma hora de trabalho na loja das fotocópias...
Ora bem, a impressão até foi rápida, tirando o facto do último documento, a ser impresso três vezes e com 80 páginas - mas vá lá, impressas dos dois lados, por isso 40 papéis - o ter sido feito de tal forma profissional que estive a dividir o monte de papéis em três grupinhos...
Depois foi a saga da encadernação. Esperei uns 20 minutos... já ontem tinha acontecido... perguntei pelos meus relatórios, a resposta foi que demoravam mais uns 30 minutos...
Decidi que volto lá amanhã.
Depois foi a saga da encadernação. Esperei uns 20 minutos... já ontem tinha acontecido... perguntei pelos meus relatórios, a resposta foi que demoravam mais uns 30 minutos...
Decidi que volto lá amanhã.
Pulsa....
Vamos a caminho do jantar surpresa do G, de boleia com o P.
Ao fundo da rua, P passa-me uma nota de 10 USD para a mão e com a sua boa educação habitual pede-me gentilmente que peça a um dos vendedores de pulsa ali na rua um "cartaum" de 10. Seleccionamos o mai' novo dos vendedores, que todo contente me dá a tirinha de 10USD de pulsa. Entrego-lhe a nota de 10 USD para a mão dele. Todos sorrimos com o sorriso de felicidade do miúdo que ganhou a corrida da venda da tirinha aos mais velhos.
A seguir, e novamente de forma muito delicada, P dá-me uma moedinha para a raspadinha e pede-me o favor de raspar e carregar o telemovel dele.
Distraio-me a contar do cómico - e ridiculo - de alguns mails que recebi de manhã.
Faço a raspadinha ao "cartaum".
Digito o número da raspadinha.
Carrego no botão verde do telemovel.
P olha para mim com um olhar incrédulo e ri-se. Segue-se o seu habitual chorrilho de: "Caramba! Ah! Ui! Ai que niervos! Não acredito! Caramba!"
Do banco de trás, M olha para mim e também não quer acreditar no que acabei de fazer.
O botão verde era do meu telemovel...
Ao fundo da rua, P passa-me uma nota de 10 USD para a mão e com a sua boa educação habitual pede-me gentilmente que peça a um dos vendedores de pulsa ali na rua um "cartaum" de 10. Seleccionamos o mai' novo dos vendedores, que todo contente me dá a tirinha de 10USD de pulsa. Entrego-lhe a nota de 10 USD para a mão dele. Todos sorrimos com o sorriso de felicidade do miúdo que ganhou a corrida da venda da tirinha aos mais velhos.
A seguir, e novamente de forma muito delicada, P dá-me uma moedinha para a raspadinha e pede-me o favor de raspar e carregar o telemovel dele.
Distraio-me a contar do cómico - e ridiculo - de alguns mails que recebi de manhã.
Faço a raspadinha ao "cartaum".
Digito o número da raspadinha.
Carrego no botão verde do telemovel.
P olha para mim com um olhar incrédulo e ri-se. Segue-se o seu habitual chorrilho de: "Caramba! Ah! Ui! Ai que niervos! Não acredito! Caramba!"
Do banco de trás, M olha para mim e também não quer acreditar no que acabei de fazer.
O botão verde era do meu telemovel...
27 Novembro 2008
Ontem fui ao teatro...
As peças eram lindas, obviamente que a que me marcou mais foi a infantil... E desde as 1830 da tarde de ontem que a canção da peça não me sai da cabeça... Obrigada Instituto Camões!!!

Eu sou um crocodilo
E gosto de nadar
De Timor até ao Nilo
Sempre a navegar...

Eu sou um crocodilo
E gosto de nadar
De Timor até ao Nilo
Sempre a navegar...
03 Novembro 2008
Este fim-de-semana teve um gostinho a férias...
No nosso fim-de-semana de 3 dias em vésperas de uma semana de férias fica aqui a lista dos resultados:
Fim-de-semana passado de fato de banho.
Snorkels e fatos de banho a secar na casa de banho.
Uma côr de pele pouco comum à minha pessoa.
Sensação de descanso.
Areia pela casa indicando presença na praia.
Toalhas de praia a secar lá fora.
Areia espalhada pelo carro.
Felicidade de ter finalmente conseguido ultrapassar os stresses da parte prática do curso de mergulho.
Parte teórica do curso de mergulho terminada e passada.
É bom viver num país tropical onde dá para fazer isto durante o ano todo. Tenho de começar a fazer isto com mais frequência. Só não dá este fim-de-semana porque vou ao frio da tugalândia, porque a C. e o J. decidiram que mete muita piada tirar uma pessoa do calor e enfiá-la no frio... Mas no fim-de-semana seguinte, vou fazer mais uma sessãozita de mergulho de piscina e vou continuar a trabalhar no bronze, tão raro, da minha pele; na imensidão de areia pelo carro e pela casa; etc. Enfim, prolongar e incentivar a sensação de férias durante o fim-de-semana.
Sabe bem.
Faz bem.
Fim-de-semana passado de fato de banho.
Snorkels e fatos de banho a secar na casa de banho.
Uma côr de pele pouco comum à minha pessoa.
Sensação de descanso.
Areia pela casa indicando presença na praia.
Toalhas de praia a secar lá fora.
Areia espalhada pelo carro.
Felicidade de ter finalmente conseguido ultrapassar os stresses da parte prática do curso de mergulho.
Parte teórica do curso de mergulho terminada e passada.
É bom viver num país tropical onde dá para fazer isto durante o ano todo. Tenho de começar a fazer isto com mais frequência. Só não dá este fim-de-semana porque vou ao frio da tugalândia, porque a C. e o J. decidiram que mete muita piada tirar uma pessoa do calor e enfiá-la no frio... Mas no fim-de-semana seguinte, vou fazer mais uma sessãozita de mergulho de piscina e vou continuar a trabalhar no bronze, tão raro, da minha pele; na imensidão de areia pelo carro e pela casa; etc. Enfim, prolongar e incentivar a sensação de férias durante o fim-de-semana.
Sabe bem.
Faz bem.
30 Outubro 2008
Um dia de trabalho nas terras do sol nascente...
Manhã passada com "fones" nos ouvidos para não me interromperem enquanto finalmente terminava a revisão de uma tradução de um documento chato que já estava para rever há cerca de uma semana... é claro que a técnica dos "fones" não resultou e houve alguns: "Mana Joana, pode só ver isto....?" Aproveitei essas pausas para perguntar ao E e à E se "já acabaram as 150 palavras que têm de escrever para o relatório trimestral ao doador?" Ao que ouvi uma resposta que estavam "a estudar mana Joana, é que não estamos habituados a isto, e é uma coisa nova." O relatório é só dizer que o escritório está montado e que continuamos a ter dores de cabeça com o tipo que é suposto ser o chefe do projecto e que não atende o telefone nem responde a mails... Se na 2a-feira não se apresentar ao serviço sou capaz de ter de pedir ao doador para suspender o projecto enquanto arranjo alguém para o substitutir...
Hora de almoço - tradução revista, enviada à tradutora para revisão final e espero que na próxima semana o pagamento possa ser feito.
A tarde foi animada, com mistos de bons e maus... Começou com ter de ir a uma reunião em substituição do substituto do meu chefe - que está de férias, que era suposto voltar na 2a, e que como vai a uma conferência na outra semana seguinte não só fica a trabalhar a partir de sua casa na próxima semana, como só volta ao nosso fantástico contentor daqui a mais duas semanas... Como diz o meu amigo P.M - Mauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu. A reunião também era com a H. que felizmente daqui a um mês e meio se vai embora, acho que nesse dia um grande grupo de nós se vai dirigir à nossa lojinha e vai comprar umas garrafas de champagne - das caras e boas - para festejar. Enfim... adiante, o tema da reunião eram os dinheiros e felizmente pude fugir 5 minutos depois porque o substituto do meu chefe-que-só-chega-dia-17-urgh-urgh-urgh-urgh conseguiu acabar a outra reunião e conseguiu vir para esta. A seguir, reunião skype com ex-consultor que aceitou trabalhar praticamente de borla para a fase II de uma proposta de projecto porque gosta muito de Timor-Leste, de nós e gostava que para além dos 150.000USD que já nos ajudou a conseguir, que conseguissemos mais 85.000USD. Sei que para alguns estas quantias são migalhas, mas a malta do Ambiente consegue que isto estique por dois anos, ou mais! Em seguida respondem-se a mais uns 5 (mil!!!) mails... Depois venho a descobrir que afinal coisas que supostamente tinham sido feitas nas minhas férias para preparar pagamentos de pessoal porreiro que trabalhou desenfreadamente para a proposta de 150.000USD, não foram feitas... Resolveram-se mais alguns problemas desse projecto com a chefe das finanças que é a minha heroína. Pedi mais atenção ao N. Ele ficou triste. Pediu-me desculpa. Disse que eu tinha razão. Pediu desculpas novamente. Antes de ir embora, enviou-me documentos para eu verificar e no email pediu-me desculpas novamente.
Gosto muito do N. É dedicado ao nosso trabalho. É dedicado a mim. Já recusou ir para outros sítios porque gosta de estar a trabalhar comigo e gosta do nosso trabalho. Mas falta nele, como em tantos outros, juntar essa dedicação e boa vontade, com sentido de responsabilidade, com concentração, com noção de urgência e de importância. E pergunto a outros que também vieram para estas bandas trabalhar, como conseguimos dar a volta a estas questões? O N. tem muito valor, tem muito potencial. Gostava de o ver subir e ser bem sucedido. Mas......
Hora de almoço - tradução revista, enviada à tradutora para revisão final e espero que na próxima semana o pagamento possa ser feito.
A tarde foi animada, com mistos de bons e maus... Começou com ter de ir a uma reunião em substituição do substituto do meu chefe - que está de férias, que era suposto voltar na 2a, e que como vai a uma conferência na outra semana seguinte não só fica a trabalhar a partir de sua casa na próxima semana, como só volta ao nosso fantástico contentor daqui a mais duas semanas... Como diz o meu amigo P.M - Mauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu. A reunião também era com a H. que felizmente daqui a um mês e meio se vai embora, acho que nesse dia um grande grupo de nós se vai dirigir à nossa lojinha e vai comprar umas garrafas de champagne - das caras e boas - para festejar. Enfim... adiante, o tema da reunião eram os dinheiros e felizmente pude fugir 5 minutos depois porque o substituto do meu chefe-que-só-chega-dia-17-urgh-urgh-urgh-urgh conseguiu acabar a outra reunião e conseguiu vir para esta. A seguir, reunião skype com ex-consultor que aceitou trabalhar praticamente de borla para a fase II de uma proposta de projecto porque gosta muito de Timor-Leste, de nós e gostava que para além dos 150.000USD que já nos ajudou a conseguir, que conseguissemos mais 85.000USD. Sei que para alguns estas quantias são migalhas, mas a malta do Ambiente consegue que isto estique por dois anos, ou mais! Em seguida respondem-se a mais uns 5 (mil!!!) mails... Depois venho a descobrir que afinal coisas que supostamente tinham sido feitas nas minhas férias para preparar pagamentos de pessoal porreiro que trabalhou desenfreadamente para a proposta de 150.000USD, não foram feitas... Resolveram-se mais alguns problemas desse projecto com a chefe das finanças que é a minha heroína. Pedi mais atenção ao N. Ele ficou triste. Pediu-me desculpa. Disse que eu tinha razão. Pediu desculpas novamente. Antes de ir embora, enviou-me documentos para eu verificar e no email pediu-me desculpas novamente.
Gosto muito do N. É dedicado ao nosso trabalho. É dedicado a mim. Já recusou ir para outros sítios porque gosta de estar a trabalhar comigo e gosta do nosso trabalho. Mas falta nele, como em tantos outros, juntar essa dedicação e boa vontade, com sentido de responsabilidade, com concentração, com noção de urgência e de importância. E pergunto a outros que também vieram para estas bandas trabalhar, como conseguimos dar a volta a estas questões? O N. tem muito valor, tem muito potencial. Gostava de o ver subir e ser bem sucedido. Mas......
28 Outubro 2008
Às 7 da manhã...
... escrevi um SMS à noiva do próximo casamento a que vou, onde expliquei a poluição sonora matinal habitual em Timor-Leste:
- Ao meu lado ressona-se;
- Duas casas acima da nossa - onde mora um dos nossos security - há música aos altos berros;
- Na casa dos vizinhos as crianças descobriram o prazer de tocar flauta sem saber de facto tocá-la;
- Na casa atrás da nossa ouve-se música do início dos anos 80 aos altos berros...
É claro que às 8 da manhã, quando saí de casa já desperta e sem oportunidade de dormir mais um bocadinho - quase que não havia barulho...
Curiosamente, nem às 7 nem às 8 havia barulho de animais...
- Ao meu lado ressona-se;
- Duas casas acima da nossa - onde mora um dos nossos security - há música aos altos berros;
- Na casa dos vizinhos as crianças descobriram o prazer de tocar flauta sem saber de facto tocá-la;
- Na casa atrás da nossa ouve-se música do início dos anos 80 aos altos berros...
É claro que às 8 da manhã, quando saí de casa já desperta e sem oportunidade de dormir mais um bocadinho - quase que não havia barulho...
Curiosamente, nem às 7 nem às 8 havia barulho de animais...
23 Outubro 2008
Para o P e a R



Mahna mahna
(ba dee bedebe)
mahna mahna
(ba debe dee)
mahna mahna
(ba dee bedebe badebe badebe dee dee de-de de-de-de)
(repeats)
mah mama na mahna mah namwomp mwomp
ma mo mo mana mo
mahna mahna
(ba dee bedebe)
mahna mahna
(ba debe dee)
Mahna Mahna!
(ba dee bedebe bedebe badebe debe de-de de-de-de)
(long pause)
...mahna mahna?
22 Agosto 2008
Antes de ir de férias...
É preciso pôr o trabalho em dia, resolver as questões do dia-à-dia e é preciso preparar a ausência...
No meu caso, ir para fora 4.5 semaninhas, significa transferir papelada da minha secretária, para a do meu fantástico assistente. Significa também um sem fim de emails ao meu chefe com coisas para ele rever, comentar e para eu retrabalhar antes de enviar ao destinatário final.
No fim, tem significado que nos últimos dias tenho ficado sozinha no compound até às tantas a riscar coisas da minha lista de coisas para fazer, a ter de arranjar tempo para finalmente lidar com um conjunto de questões e documentos para os quais não tem havido oportunidade nem paciência.
Hoje volto a fazer noitada.
Amanhã não venho trabalhar.
No Domingo entro no avião rumo a Bali.
Na segunda-feira de manhã vou tomar pequeno almoco ao Ku De Ta.
Acima de tudo, o que interessa, é que só no dia 25 ou 26 de Setembro é que volto...
Ao som da Radar (maravilhosa internet que me fazes chegar a Radar a Dili, a qualquer hora do dia ou noite... ou madrugada!) comeco-me a ambientar... e hoje a mentalizar-me...! Já faltam poucos dias para aterrar em Lisboa e poder disfrutar das pessoas, dos lugares, da comida, das bebidas, do ar, do mar, das coisas todas que andam por lá e que por cá não estão.
Até já! :)
No meu caso, ir para fora 4.5 semaninhas, significa transferir papelada da minha secretária, para a do meu fantástico assistente. Significa também um sem fim de emails ao meu chefe com coisas para ele rever, comentar e para eu retrabalhar antes de enviar ao destinatário final.
No fim, tem significado que nos últimos dias tenho ficado sozinha no compound até às tantas a riscar coisas da minha lista de coisas para fazer, a ter de arranjar tempo para finalmente lidar com um conjunto de questões e documentos para os quais não tem havido oportunidade nem paciência.
Hoje volto a fazer noitada.
Amanhã não venho trabalhar.
No Domingo entro no avião rumo a Bali.
Na segunda-feira de manhã vou tomar pequeno almoco ao Ku De Ta.
Acima de tudo, o que interessa, é que só no dia 25 ou 26 de Setembro é que volto...
Ao som da Radar (maravilhosa internet que me fazes chegar a Radar a Dili, a qualquer hora do dia ou noite... ou madrugada!) comeco-me a ambientar... e hoje a mentalizar-me...! Já faltam poucos dias para aterrar em Lisboa e poder disfrutar das pessoas, dos lugares, da comida, das bebidas, do ar, do mar, das coisas todas que andam por lá e que por cá não estão.
Até já! :)
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